Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC): sintomas, causas e tratamento
O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), também chamado de distúrbio do processamento auditivo, acontece quando a pessoa ouve normalmente, mas o cérebro tem dificuldade para interpretar os sons. Não é perda auditiva nem deficiência intelectual. Costuma surgir na infância, é mais comum em meninos e afeta entre 2% e 7% das crianças. O profissional que avalia e trata é o fonoaudiólogo.
Por Cintia Santos - Fonoaudióloga CRFa7 8784
Referência: O QUE Transtorno de Processamento Auditivo Central (TPAC) webmd.com, 2022. Disponível em: https://www.webmd.com/brain/auditory-processing-disorder. Acesso em: 12 de dezembro de 2022. Título original: What Is Auditory Processing Disorder?
Perguntas frequentes sobre o Transtorno do Processamento Auditivo Central
O que significa ter TPAC
Quem tem TPAC escuta os sons, mas o cérebro não os organiza da forma esperada. Alguém pede "levante a mão" e a pessoa entende "levanta do chão". A audição funciona: a dificuldade está em reconhecer pequenas diferenças entre sons parecidos. Como isso pode atrasar o aprendizado, muitas crianças precisam de apoio extra na escola.
Quais são os sintomas do TPAC
O transtorno pode afetar a fala, a leitura, a escrita e a soletração. É comum a pessoa trocar sons parecidos, "engolir" o final das palavras e demorar para responder em uma conversa. Também costuma haver dificuldade para entender o que é dito em ambientes barulhentos, identificar de onde vem um som, acompanhar música e lembrar instruções faladas com várias etapas.
Quais são as causas do TPAC
As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas. O TPAC costuma estar associado a infecções de ouvido frequentes, meningite, doenças do sistema nervoso como a esclerose múltipla, nascimento prematuro ou baixo peso, traumatismos na cabeça e fatores genéticos, já que pode ocorrer em mais de um membro da mesma família.
Como é feito o diagnóstico do TPAC
O diagnóstico é feito pelo fonoaudiólogo, o profissional especializado em audição. Um exame auditivo comum ajuda a descartar a perda de audição, mas apenas testes específicos confirmam o TPAC. Neles, a pessoa ouve diferentes sons e responde a cada um; em alguns casos, eletrodos indolores medem como o cérebro reage ao som. Em geral, as crianças só são avaliadas a partir dos 7 anos, quando as respostas se tornam mais confiáveis.
Qual é o tratamento para o TPAC
Não existe cura, e o tratamento é individualizado. Ele costuma reunir três frentes: apoio na escola, com recursos como o sistema FM e adaptações que reduzem o ruído e ajudam na concentração; fortalecimento de habilidades como memória e resolução de problemas; e terapia, sobretudo a fonoaudiologia, que trabalha o reconhecimento dos sons e a comunicação. Em casa, medidas simples ajudam, como usar tapetes para diminuir o eco e reduzir o volume de TV e rádio.
Onde encontrar profissionais para o tratamento do TPAC
O acompanhamento pode envolver fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e médicos, além de orientação às famílias. Na BR Terapeutas você encontra fonoaudiólogos e outros profissionais especializados em pessoas com deficiência perto de você, em mais de 600 cidades e nos 27 estados do Brasil.
TPAC é a mesma coisa que perda auditiva
Não, na perda auditiva, a pessoa não ouve bem os sons. No TPAC, a audição é normal, mas o cérebro tem dificuldade para interpretar o que foi ouvido. Por isso o exame de audição comum costuma dar resultado normal.
TPAC tem cura
Não há cura para o TPAC, mas o tratamento certo melhora muito a compreensão e a comunicação. Quanto mais cedo começa o acompanhamento com o fonoaudiólogo, melhores tendem a ser os resultados.
TPAC é o mesmo que TDAH ou dislexia
Não, mas eles podem ser confundidos porque apresentam sinais parecidos. O TPAC pode inclusive coexistir com a dislexia e, às vezes, é diagnosticado como TDAH. Só uma avaliação especializada define o quadro corretamente.
A partir de que idade o TPAC pode ser diagnosticado
Em geral, a avaliação é feita a partir dos 7 anos. Antes dessa idade, as respostas da criança aos testes de audição podem não ser precisas, o que dificulta o diagnóstico.
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