Meu filho foi diagnosticado com autismo — o que fazer agora?

Atualizado em maio de 2026  |  Leitura: 3 min

Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) para um filho costuma ser um momento de confusão e muitas dúvidas. A boa notícia: quanto mais cedo começa a intervenção, melhores são os resultados. Este guia apresenta os primeiros passos práticos para famílias brasileiras.

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Os primeiros 90 dias após o diagnóstico

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Monte a equipe terapêutica central

Para a maioria das crianças com TEA, os primeiros profissionais a contratar são o fonoaudiólogo (linguagem e comunicação) e o terapeuta ocupacional (sensorialidade e autonomia). Se houver comportamentos desafiadores, inclua um psicólogo com formação em ABA ou Denver.

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Reúna os documentos do diagnóstico

Guarde o laudo médico e solicite o CID-11 (6A02) registrado. Esse documento é obrigatório para acionar plano de saúde, BPC/LOAS, INSS e direitos educacionais.

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Acione o plano de saúde

A Lei 12.764/2012 e o rol da ANS obrigam os planos a cobrir fonoaudiologia, TO, psicologia e psiquiatria para pessoas com TEA, sem limitação de sessões. Envie o laudo por protocolo e guarde o comprovante.

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Informe a escola

A criança tem direito a Atendente Terapêutico (AT) em sala de aula e a adaptações curriculares. Leve o laudo à coordenação e peça o PEI (Plano Educacional Individualizado).

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Perguntas frequentes

Qual o primeiro profissional a procurar após o diagnóstico de autismo?

Fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional são geralmente os primeiros. Para comportamentos desafiadores, o psicólogo comportamental é recomendado precocemente.

Com que idade é possível começar a terapia para autismo?

A estimulação pode começar a partir dos 18 meses. A janela de neuroplasticidade máxima vai até os 6 anos — quanto mais cedo, melhor o prognóstico.

Plano de saúde é obrigado a cobrir terapia para autismo?

Sim. A Lei 12.764/2012 e a ANS garantem cobertura de fonoaudiologia, TO, psicologia e psiquiatria para pessoas com TEA sem limite de sessões.

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